AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DOS PICOS MONOCLONAIS NOS DOENTES DA ÁREA DUM CENTRO HOSPITALAR – GRUPO C

AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DOS PICOS MONOCLONAIS NOS DOENTES DA ÁREA DUM CENTRO HOSPITALAR - GRUPO C

Evento: SPPC 2021

Poster Número: 010

Autores e Afiliações:

Svetelana Zhelezovskaya, Pedro Bastos Gouveia, Cláudia Reynolds Sousa, Maria Calle

Centro Hospitalar  de Tâmega e Sousa

Introdução

A deteção de picos monoclonais é de grande importância no diagnóstico de patologias tais como MGUS (Gamapatia monoclonal de significado indeterminado) e MM (Mieloma múltiplo). 

Até 60 % dos casos de MM diagnosticada, têm origem em MGUS.

O MM é uma doença linfoproliferativa maligna caracterizada pela secreção de imunoglobulina (Ig) monoclonal e/ou cadeias leves livres no soro e/ou na urina. O MGUS, por sua vez, pode evoluir para MM, partilhando várias alterações genéticas com este.

Embora seja uma doença incurável, o seu diagnóstico precoce, bem como o tratamento atempado, garantem uma maior eficácia da terapêutica e prolongamento da sobrevida dos doentes.

Objetivo

O presente estudo teve como objetivo avaliar a incidência dos picos monoclonais na população da área dum Centro Hospitalar – grupo C. 

Material e Métodos

O estudo envolveu os doentes, entre Janeiro de 2018 até Dezembro de 2020, com resultados de electroforese das proteínas no soro e imunoelectrofixação, realizado por capilaridade no equipamento MiniCap, Sebia. 

Resultados

Foram efectuados 10344 proteinogramas, correspondendo a um total de 8734 indivíduos, dos quais 4264 do sexo masculino e 4470 do sexo feminino. Foram realizadas 951 imunoelectrofixações, apresentando pico monoclonal de novo em 315 (3,6%) doentes. Destas foram registadas 180 (57,14%) do sexo masculino e 135 (42,86%) do sexo feminino, com uma idade média de 74,5 anos. Nos 315 indivíduos verificou-se que a incidência das cadeias pesadas era de 69,52% (n=219) para IgG, seguidas por 15,55% (n=49) para IgA e por último 13,65% (n=43) para a IgM. No que diz respeito às cadeias leves, a incidência das cadeias kappa foi de 61,26% (n=193), e das cadeias lambda foi de 38,74% (n=122).

Conclusões

A incidência dos picos monoclonais na população foi de 3,6% (n=315). Os picos monoclonais revelaram uma maior prevalência nos homens (57,14%, n=180) que nas mulheres (42,86%, n=135), apresentando um ratio masculino/feminino de cerca de 3:2. A idade média nos indivíduos foi de 75,5 anos. O tipo de cadeia pesada com maior incidência foi a IgG (69,52%, n=219), seguida da IgA (15,55%, n=49) e por último a IgM (13,65%, n=43). O tipo de cadeia leve com maior incidência foi a kappa (61,26%, n=193), a cadeia lambda tem uma incidência de apenas 38,74% (n=122).

Os nossos resultados encontram-se de acordo com o estado da arte internacional.

 

Sem conflito de interesses.