Patologia Clínica em Perspectiva - O paradigma Anátomo-Clínico
O paradigma Anátomo-Clínico que predominou até meados do século XX na Medicina, modificou-se gradualmente com o evoluir da investigação laboratorial que construiu e integrou o paradigma Clínico-Laboratorial, fazendo sentido pensar num futuro que, no meu entender, já começou, no qual o laboratório é central e se imporá inevitavelmente junto do doente agudo ou crónico como o modelo mais eficaz em resultados diagnósticos e terapêuticos para a pessoa doente. Obviamente, a importância fulcral do Clínico-Assistente em nada será diminuída, mas este terá uma informação profunda sobre a fisiopatologia e etiopatogenia do mal que afeta o seu doente e disporá de ferramentas que lhe permitirão terapias mais informadas e personalizadas.
O veículo natural dessa informação é o Patologista Clínico. A Patologia Clínica é uma especialidade que resulta de um cruzar constante de conhecimentos tecnológicos sólidos e em constante evolução, com um pensamento formado no aprofundar da fisiopatologia e nas novas aquisições da patologia molecular, nunca esquecendo que é médico e que o doente é a sua primeira preocupação. Assim, a sua postura é colaborar total e eficientemente na busca de um diagnóstico, de um prognóstico ou de uma via terapêutica que melhor sirvam os interesses do doente, tendo também em conta as decisões do colega Clínico que assiste esse doente.
Germano de Sousa, MD, PhD
Médico Especialista em Patologia Clínica
Administrador do Grupo Germano de Sousa

